Métodos autocompositivos vão além do litigio, afirma especialista

Métodos autocompositivos vão além do litigio, afirma especialista

A solução pacífica de conflitos é um método antigo e muito utilizado nos Estados Unidos e países da Europa, agora, está em ascensão no Brasil

31 de dezembro de 1969

Ações que envolvam divórcio, guarda dos filhos, definição de pensão e conflitos entre fornecedores/ as emoções das partes e colocar fim na controvérsia.

Para essas situações, a mediação humanista é recomendada, pois o procedimento abre espaço para os sentimentos. “Os métodos autocompositivos vão além do litígio. Com as técnicas aplicadas durante a sessão buscamos esvaziar todo conflito e encontrar alternativas que se alinhem para todos os envolvidos. Nem sempre a solução está relacionada ao dinheiro”, diz a conciliadora e mediadora, da Vamos Conciliar, Maria Almêda.

Maria também explica que o mediador tem um papel fundamental na audiência, ele que acolhe os sentimentos e cria um “jogo de espelhos”, ou seja, muda a visão dos litigantes em relação ao conflito permitindo que as partes entendam melhor a posição do outro e percebam que os dois lados possuem erros e acertos.

A solução pacífica de conflitos é um método antigo e muito utilizado nos Estados Unidos e países da Europa, agora, está em ascensão no Brasil. Vale ressaltar que, os métodos são mais rápidos, econômicos e menos desgastantes.

 “Ainda temos pessoas utilizando o serviço da Justiça como forma de vingança. Ao chegar ao tribunal a situação pode complicar, uma das partes pode sentir que saiu no prejuízo e para mudar o cenário vai utilizar os recursos. A partir daí, os sentimentos se afloram e o caminho para a solução fica cada vez mais distante”, diz .

A mediação humanista também pode ser utilizada para causas trabalhistas, conflitos condominiais e empresariais, heranças e em outros tipos de controvérsias em que as partes possuam algum tipo de vínculo.