Mediação foi debatida na Vamos Conciliar

Mediação foi debatida na Vamos Conciliar

O evento também contou com a participação da advogada e mediadora, Danielli Prata, que falou sobre “Comunicação e Conexão”

31 de dezembro de 1969

A mediação foi tema de debate na Vamos Conciliar, na segunda-feira (25). Na ocasião, o mediador judicial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Eduardo Vieira, abordou os desafios da mediação empresarial e destacou que é necessária uma mudança cultural. “A nossa cultura é beligerante, ainda levamos o nossos problemas para o Estado resolver”, comentou.

O mediador explicou que a Resolução 125/10 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), norteou a mediação no Brasil e que todas as políticas tratadas e debates sobre o tema estão sendo refletidos agora. “A Constituição Federal de 1988 já falava sobre a solução pacífica de conflitos, mas só agora estamos implementando o procedimento”, destacou.

A falta de conhecimento dos métodos consensuais por parte dos empresários e prepostos é outro gargalo que precisa ser enfrentado, de acordo com o mediador judicial. “Não adianta o advogado pacificar o conflito para buscar um acordo e o empresário recorrer ao judiciário. Acredito que outros cursos também deveriam ter conhecimento sobre a conciliação e a mediação”, explicou Vieira.

Ao ser questionado por uma participante do evento sobre a melhor forma de levar a conciliação e a mediação para a sociedade, Vieira afirmou que as práticas deveriam ser incluídas no ensino básico. “Precisamos falar da mediação para quem não tem conhecimento. Se as pessoas soubessem resolver seus próprios conflitos, teríamos uma Justiça bem diferente”, disse.

O evento também contou com a participação da advogada e mediadora, Danielli Prata, que falou sobre “Comunicação e Conexão”. Com técnicas utilizadas na mediação, Danielli explicou como melhorar a comunicação e evitar conflitos. “Profissionais que se comunicam bem, têm maior influência. Os que se comunicam e se conectam são essenciais e indispensáveis. Essa é uma característica importante para advogados, conciliadores e mediadores”, explicou.

Para a diretora da Vamos Conciliar, Perla Rocha, é necessário fortalecer a cultura de pacificação. “Precisamos alcançar um público que ainda não conhece os benefícios dos métodos autocompositvos. Estamos estudando estratégias para chegar nas faculdades e comunidades”, enfatizou.