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Ministro Dias Toffoli reforça o uso da conciliação e mediação

O presidente da OAB, Claudio Lamachia e os conselheiros do CNJ, Valdetário Monteiro e Daldice Santana também discutiram sobre o tema
segunda, 01 de outubro de 2018

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, frisou a importância da conciliação e mediação como forma de prevenção ao excesso de demandas do Judiciário, durante o Seminário de Aproximação Institucional promovido pelo CNJ e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília.

Em sua fala, o ministro apontou que os advogados foram instruídos a litigarem. “Todos nós somos ensinados a litigar nas faculdades. Aprende-se a entrar na Justiça e a Justiça não dá mais conta de resolver, a tempo, todos os litígios que lhe são apresentados”, comentou. Toffoli também apontou que os métodos consensuais colocam fim ao conflito e evitam recursos.

A importância do advogado no processo de difusão do procedimento foi abordada pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia. “A profissão da advocacia é vocacionada para a garantia dos direitos da cidadania, independentemente dos meios utilizados. A busca pela Justiça deve sempre contar com o respaldo técnico e a segurança jurídica garantida por um advogado”, afirmou.

O conselheiro do CNJ Valdetário Monteiro enxerga a parceria entre CNJ e OAB uma oportunidade de trabalho para os advogados e uma forma de reduzir os custos com a judicialização. “É fundamental a participação da OAB e do CNJ para evoluir e trazer melhoria para o país, que não tem mais orçamento para financiar tamanha judicialização”, explicou.

A conselheira do CNJ chamou a atenção para a capacitação dos profissionais que atuam na área e a postura do advogado. “O advogado não pode ir para o tribunal com a postura de confronto. Ele tem o direito de pedir adiamento, de falar sozinho com seu cliente, mas ele também pode ter a habilidade de ouvir o outro e ter uma postura mais colaborativa para ajudar a encontrar uma solução em que ambas as partes tenham a ganhar”, disse.

Para a coordenadora da Vamos Conciliar, Paula Rocha, é importante debater e implantar políticas públicas que incentivem o uso dos métodos autocompositivos. “Estamos passando por um período de transição e o incentivo do CNJ e da OAB são fundamentais nessa jornada”, explicou.  

*Com informações Agência CNJ de Notícias 

 

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