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Mediação é alternativa para evitar a alienação parental

Projeto de Lei do Senado busca dar aos casais em conflito pela guarda dos filhos a oportunidade de recorrerem à mediação antes ou durante o litígio
segunda, 30 de abril de 2018

 A relação conflituosa entre ex-casais traz grande problema para a vida dos filhos: a síndrome da alienação parental (SAP). Isso acontece quando um dos genitores ou outros familiares tentam dificultar o relacionamento da criança com a mãe ou o pai. “Um divórcio conturbado é carregado de emoções negativas, a tristeza, a raiva e o sentimento de vingança podem levar o pai e a mãe a praticarem a alienação. A mediação familiar busca evitar este tipo de comportamento e preservar os laços familiares”, explica coordenadora da Vamos Conciliar, Alessandra Maria.

Crianças e adolescentes ficam no meio do fogo cruzado sem saber como agir. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foram registrados em todas as comarcas do Estado 1042 casos de alienação parental em 2017. Em 2016, foram 564. “A intenção da mediação familiar é que os protagonistas cheguem a um consenso e definam uma maneira de convívio adequada para a família”, diz Alessandra.

O PLS 144/2017, do senador Dário Berger (PMDB-SC), busca dar aos casais em conflito pela guarda dos filhos a oportunidade de recorrerem à mediação antes ou durante o litígio. O projeto conta com uma emenda feita pelo senador Romário (Podemos-RJ), que obriga os termos do acordo serem examinados pelo Ministério Público e a homologação ser feita pela Justiça.

 Para a coordenadora da Vamos Conciliar, as brigas intensas entre os pais durante o processo de separação causam dor principalmente nos filhos. “Rancor, mágoa, culpa e outros sentimentos podem estar por trás de um conflito. O papel do mediador é fundamental nesses casos, precisa trabalhar com todas essas emoções, gerar empatia entre as partes e estabelecer um canal de comunicação entre o ex-casal”, finaliza Alessandra

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