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Despesa da Justiça Estadual, Eleitoral e do Trabalho no Distrito Federal são de mais de R$ 3 bi

A Justiça Eleitoral é a que possui menos gastos e demandas: R$ 96.745.146 em despesas, apenas 437 novos processos e 759 casos pendentes
segunda, 03 de setembro de 2018

De acordo com o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça Estadual, do Trabalho e a Eleitoral do Distrito Federal somaram R$ 3.383.661.456,00 em despesas no ano passado. O levantamento indicou que os tribunais do DF receberam 528.535 novos processos, possuem 817.697 casos pendentes e apenas 520 magistrados para julgar todas essas demandas.

Em 2017, a Justiça Estadual do Distrito Federal e Territórios recebeu 431.758 casos novos, acumulou 674.538 e gastou R$ 2.676.427.175. A Justiça do Trabalho somou em despesas R$ 610.489.135, recebeu 96.340 ações e enviou para o estoque 142.400 causas. A Justiça Eleitoral é a que possui menos gastos e demandas: R$ 96.745.146 em despesas, apenas  437 novos processos e 759 casos pendentes.

Em relação ao número de magistrados, a Justiça Estadual possui 389 juízes, a Justiça do Trabalho registra 103 magistrados, e a Justiça Eleitoral tem 28 profissionais. De acordo com a diretora da Vamos Conciliar, Perla Rocha, não é necessário aumentar o número de juízes, mas incentivar o uso dos os métodos alternativos à jurisdição. “Possuímos uma demanda de 800 mil processos em aberto e juízes trabalhando ao máximo para dar vazão aos casos. O problema não é a falta de profissionais, mas o excesso de demandas. É necessário gerar consciência na sociedade também”, alerta Perla.

Para Perla a população ainda está acostumada a levar tudo para a Justiça e utilizar o judiciário como forma de vingança. “Já acompanhamos casos em que as partes aproveitam a quantidade de recursos com o objetivo de protelar a decisão e ganhar tempo, essa é uma maneira totalmente infundada e descabida. O trabalho da Justiça é sério e deve ser usado com cautela. A conciliação e a mediação são procedimentos céleres, econômicos e colocam fim ao conflito”, explica a diretora.  

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