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Conciliação é opção para mercado varejista não perder clientes

Com um crescimento de 3%, parceria entre varejo e câmaras de conciliação é uma alternativa para o segmento não perder clientes
quarta, 16 de agosto de 2017

Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgada nesta terça-feira (15), o mercado varejista brasileiro cresceu 1,2% em junho frente ao mês anterior. Com este resultado, o setor acumula três meses de alta, ou seja, comparando ao ano passado, este montante representa uma expansão de 3%.

Porém, o setor recebe muitas reclamações: seja na entrega de alguma compra, produto danificado, uma fila demorada, ou até uma troca de mercadoria. Esses problemas acabam indo para o Judiciário e demoram.

Para evitar desgastes com os clientes, a conciliação e a mediação podem solucionar estes pequenos embates de forma rápida e sem gerar estresse para as partes envolvidas, proporcionando maior satisfação. Esse já é o caminho adotado por grandes empresas conectadas às novas formas de solução de conflitos e preocupadas em fidelizar seus clientes.

Para o presidente da Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), Aldo Gonçalves, a conciliação, como resolução de conflitos, atrai o cliente às compras. “As empresas não gostam de perder nenhum consumidor, se o cliente está afastado por ser mau pagador, a conciliação vai trazê-lo de volta. O objetivo é fazer com que os clientes participem da atividade de consumo”, explica o presidente do CDLRio.

De acordo com a coordenadora da Câmara de Conciliação e Mediação On-line Vamos Conciliar Mirian Queiroz, a conciliação é fundamental para a resolução de conflitos no setor do varejo. "Esse método promove a redução de custos e a celeridade, pois o conflito poderá ser resolvido sem a necessidade de recorrer ao poder Judiciário”.

A coordenadora explica ainda que, uma parceria entre câmaras de conciliação e mediação é importante, pois as demandas serão solucionadas por profissionais capacitados, conforme os requisitos legais, evitando, assim, o ingresso de novas ações judiciais. “A intenção da conciliação e da mediação é inverter a lógica de confrontos, tratando o conflito como uma oportunidade para soluções e ganhos mútuos por meio consensual”, conclui Mirian.

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